domingo, 15 de abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

AMEMO-NOS E CELEBREMOS A PÁSCOA DO SENHOR


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A VERDADEIRA PÁSCOA

Tendo vivenciado momentos de grandes reflexões, momentos de oração, jejum, abstinências e tantas outas formas de resguarda-se em respeito a dor maior que consuma-se em uma tarde de sexta-feira e que todos os anos atualiza-se. A semana santa! A narração da vida e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, a caminhada dele ate seu momento último como um Deus humano, filho, irmão, parceiro de caminhada de muitos, más que também despertou ódio e até mesmo ira em outros, este ultimo sentimento causado pelo simples fato do Homem Chamado Jesus acolher em seus braços os mais diversos tipos de pessoas e situações, sem julgamentos premeditados ele ia se aproximando dos mais pobres, os mais astênicos, aqueles dos quais a sociedade tinha asco, medo, nojo.
Jesus viveu momentos de tamanha entrega, quando no meio do povo se fez carne, habitou nas dores daqueles (as) que não tinha voz. Comungou das incertezas humanas dando tudo de si para que aquelas criaturas pudesses voltar a crer, ate neles mesmos.
Jesus veio, passou por tudo, nos ensinou, ajudou, conduziu, tomou nossas dores e nos salvou... Más, Salvo para que? Será que conseguimos corresponder o que mais cristo nos pediu? Aquilo que ele lutou com tanto esmero e entregando seu sangue, tentou mostrar que é a única que pode nos levar a uma melhor. Será que estamos de fato nos amando? ou simplesmente nos aturando mutuamente?
Hoje vemos igreja lotadas, diversos corações, credos, orações. Más sera que vemos amor? Praticamos o que ouvimos na pregação do sacerdote? Ou após a benção começamos a falar mal da roupa da irmã, da cor do sapato do irmão, da condição pessoal de algum jovem?
O mesmo Cristo que por nós morreu, que lutou com tudo que pode, é o mesmo Cristo que é morto quando praticamos atos como estes recém sitados. Nos transformamos em algozes quando a felicidade do outro nos incomoda, nos transformamos nos chicotes usados para macerar a carne de Jesus quando falamos mal do nosso irmão, nos transformamos em pilatos quando lavou as mãos diante da multidão para Jesus quando não nos importamos com o pequeno que passa fome. Nos transformamos na lança que fura o lado de Jesus quando apontamos severamente o "erro" do outro ao invés de o ajudar a não fazer mais o mesmo. Nos transformamos na coroa de espinhos de Jesus quando não conseguimos entender que para sermos melhores não precisamos derrubar os que estão à nossa frente. Nos transformamos no peso da cruz de Cristo, quando não aceitamos que temos que amar e não viver de aparência.
Neste tempo pascal, onde atualizamos a maior historia de amor de todos os tempos, possamos olhar para dentro de nós mesmos e ver qual a trave que impede de enxergamos o outro como nosso irmão e começar a trilhar uma via, não crucis, por que ela já foi trilhada pelo Rei, más um caminho onde eu decido onde piso e decido o que deixo plantado.
Nesta páscoa, sejamos mais humanos, fraternos, humildes... Somos todos merecedores do rei dos céus, e somos os únicos que podemos lutar por ele.
Ame-se mais, ame a Cristo, seja sal da terra e luz do mundo, Amemo-nos uns aos outros!


Feliz Páscoa!
Texto: (ARAUJO, Francisco de A.M, 01.04.2018)